Isto é uma página de arquivo

Todas as notícias do dia estão agora disponíveis na página principal do portal SAPO

29 de Janeiro de 2010, 18:30

Enfermeiros/Greve: Francisco Louçã junta-se a manifestantes pela "razão" da sua luta

Os primeiros manifestantes começaram a chegar às 17:45 à porta do Ministério das Finanças depois de uma longa marcha de mais de duas horas que teve início no Ministério da Saúde, onde começou a concentração.

O líder bloquista disse à agência Lusa que hoje, no debate com o primeiro-ministro, insistiu "na razão dos enfermeiros" e nas suas reivindicações, que considera justas.

"São trabalhadores licenciados, muitos deles com mestrado ou com especialização, e o Governo tem vindo a rejeitar que tenham a mesma plataforma salarial de todos os outros licenciados da função pública", afirmou.

Francisco Louçã considerou que o Governo exige qualificações mas depois não as reconhece.

"Neste caso não é só uma questão de direito e de respeito, é uma questão de estrutura e da defesa dos utentes do Serviço Nacional de Saúde", reiterou.

Para Louçã, a luta dos enfermeiros, que teve início quarta-feira com uma greve de três dias, já começou a dar frutos.

"O Governo começou por dizer que só aceitava os 1 020 euros, mas agora vai a manifestação em curso e já contra-propõe com 1 200 euros", disse, comentando: "Mais depressa se apanha um mentiroso do que qualquer outro".

Louçã sustentou esta afirmação, sublinhando que não havia dinheiro de manhã e há dinheiro à tarde, defendendo que o que não tem havido "é respeito nas negociações".

Os enfermeiros pretendem entregar no Ministério das Finanças uma resolução que foi acordada pelos grevistas à porta do Ministério da Saúde.

Também o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, se juntou hoje à manifestação de enfermeiros que percorreu algumas avenidas de Lisboa, por a considerar uma "luta muitíssimo justa".

Os manifestantes partiram do Ministério da Saúde, onde se haviam concentrado, cerca das 15:30, e desfilaram pela Avenida da Liberdade, rumo ao Ministério das Finanças, onde vão entregar a resolução aprovada pelos enfermeiros presentes no protesto em que afirmam que vão intensificar as acções de luta se as suas reivindicações não forem atendidas.

Os enfermeiros portugueses promoveram uma greve nacional de três dias contra a proposta de ingresso na carreira a receber 995 euros, um valor abaixo dos actuais 1020 euros, como alegam, o que foi desmentido pelo Ministério da Saúde.

As cotas que limitam o acesso de apenas 10 por cento destes profissionais ao topo da carreira são outro dos motivos invocados para a realização da greve.

O Ministério da Saúde esclareceu que a proposta de ingresso na carreira que está em discussão com os enfermeiros é no sentido de manter o valor actual dos 1020 euros.

"A última proposta de ingresso na carreira que foi entregue pelo Ministério da Saúde aos enfermeiros foi no sentido de manter o actual valor, 1020 euros, e não descer para 995 euros", como têm afirmado os enfermeiros, disse fonte oficial do Ministério à agência Lusa.

A proposta coloca "a entrada no nível 15 (1201,48 euros)" e "todos os que ganham menos actualmente passam a ganhar este valor num horizonte temporal de três/quatro anos e, neste período, quem entra nunca ganharia menos do que aquilo que se ganha hoje na entrada, ou seja, 1020", acrescentou.

HN.

Lusa/Fim

Agência Lusa

Comentários

Critério de publicação de comentários

publicidade

publicidade

publicidade