Além dos dois memorandos de entendimento - o primeiro para reforçar a concertação política entre os dois países e o outro para criação de uma "linha directa" entre as autoridades da área de imigração e fronteiras, a exemplo do que foi estabelecido entre Brasil e Espanha -, serão assinados outros dez acordos na área empresarial, revelou fonte do gabinete do primeiro-ministro português.
Dois deles serão firmados entre a Petrobras e a Galp e um deles entre a petrolífera brasileira e a EDP - Energias do Brasil.
Petrobras, Galp e Estado da Baía comprometem-se num dos convénios a estudar a viabilidade técnica e económica para a implantação do projecto de produção de óleo vegetal, utilizando as culturas do dendém e do girassol.
A proposta é de que a produção no Brasil seja comercializada no mercado europeu.
O outro memorando prevê que a Galp actue como operadora em blocos localizados em águas rasas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.
Já o acordo entre Petrobras e EDP estabelece a realização de estudos durante dois anos para um projecto de geração a partir de centrais hidroeléctricas, eólicas, biomassa e gás natural.
Segundo o director-presidente da EDP Energias do Brasil, António Pita de Abreu, o objectivo é colaborar na ampliação do parque gerador do Brasil.
Outro acordo que merece destaque é entre a construtora Casais e o grupo brasileiro EGESA para viabilizar parcerias público-privadas em negócios de concessão de auto-estradas, estações de tratamento de águas e obras públicas no Brasil e na América Latina.
A Cimeira Luso-brasileira começou com uma hora de atraso em relação ao previsto devido a um problema técnico com o avião do Presidente do brasil na descolagem em São Paulo.
O Presidente brasileiro, Lula da Silva, chegou ao local da Cimeira, em Salvador da Baía, às 11:20 locais (14:20), vinte minutos antes do primeiro-ministro-português, José Sócrates.
CMC.
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