Página gerada às 15:11h, domingo 22 de Novembro

Educação/Marcha: PSD insta primeiro-ministro a dar explicações dada a dimensão da manifestação

08 de Março de 2008, 19:13

Lisboa, 08 Mar (Lusa) - O PSD instou hoje o primeiro-ministro a "explicar o se passa nas ruas", na sequência da manifestação de professores em Lisboa, que ao "juntar entre 80 a 100 mil" docentes ultrapassou a "contestação a uma política sectorial".

Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz social democrata para o Ensino Superior, José Canavarro, caracterizou a manifestação da tarde de hoje como uma "demonstração da eloquência e da espontaneidade dos professores, o que corresponde a uma evidente e a um manifesto descontentamento pela política que tem vindo a ser desenvolvida".

A mesma fonte sublinhou que a manifestação "ultrapassou o descontentamento sectorial e mostrou um descontentamento geral" e por isso o primeiro-ministro José Sócrates "terá que fazer um comentário aos portugueses sobre o que se passa hoje nas ruas dada a dimensão da manifestação".

"Estão presentes professores de todos os partidos, é visível a presença dos órgãos sindicais, mas também milhares de portugueses marcaram presença a nível individual e espontânea. É uma manifestação que junta entre 80 a 100 mil pessoas", referiu.

"Não deve ser apenas a ministra da Educação a dar explicações, mas também o primeiro-ministro sobre a forma como entende a manifestação. Os portugueses merecem essa explicação", insistiu.

Questionado sobre se a ministra Maria de Lurdes Rodrigues deveria demitir-se, como solicitou o líder do Bloco de Esquerda, José Canavarro afirmou que o PSD não o pede e argumentou ser uma "questão que deve ser gerida pelo Governo".

"O primeiro-ministro e a ministra da Educação têm que produzir algum entendimento sobre o que se passa e tomar decisões", respondeu o social-democrata, criticando a forma de actuar do Governo, já que "mesmo em maioria absoluta tem que haver o culto da democracia".

José Canavarro lamentou que o PSD nunca tenha sido consultado na definição da política da Educação, argumentando ainda a necessidade de "uma política de diálogo com a oposição e com os parceiros".

"O Governo devia ouvir os outros e hoje o primeiro-ministro e a ministra da Educação estão a ouvir o que os portugueses estão a dizer", sublinhou.

PL.

Lusa/fim

Comentários

Critério de publicação de comentários

 

Banca de Jornais

 
 
 
 

Lusa