Os representantes dos países da União Europeia encontram-se esta manhã numa ronda de negociações em Bruxelas com o intuito de acordar sanções contra o Irão, face à recusa de Teerão em retomar as negociações sobre o seu programa nuclear.
Os representantes dos estados-membros vão combinar um período de transição até 1 de julho para estancar, por completo, a importação desta matéria-prima, revela o El País, segundo fontes europeias.
A Grécia terá até outubro para procurar provedores alternativos, já que é um dos países mais dependentes no seio comunitário do petróleo iraniano.
Entre janeiro e outubro do ano passado, o Irão exportou cerca de 600 mil barris por dia para a União Europeia, sobretudo para a Grécia, Itália e Espanha.
Ao jornal espanhol, o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, José Manuel García-Margallo, assegurou que os países do Golfo se comprometeram a suprir as necessidades europeias, sem aumentar os preços.
José Manuel García-Margallo explicou que este é um “sacrifício” necessário à “estabilidade” no Médio Oriente e para a “unidade” na União.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, representa Portugal nas negociações.
A reunião dos líderes europeus surge dias depois de uma visita de cinco dias de Mahmoud Ahmadinejad a alguns países da América Latina, numa tentativa de reunir consenso e apoio político para avançar com o programa nuclear.
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) suspeita que o programa nuclear do Irão tem fins militares.
Os vinte e sete membros da UE pretendem ainda congelar os ativos financeiros do Banco Central iraniano que estão baixo jurisdição europeia e probibir todas as transações financeiras relacionadas com o programa nuclear do país.