"A Comissão Europeia (CE) espera que o futuro governo grego respeite os compromissos assumidos pelo país", indicou a porta-voz da Comunidade Europeia, Pia Ahrenkilde Hansen, numa conferencia de imprensa.
Mas não será fácil para a Grécia formar o Governo esta semana, após a reviravolta das eleições legislativas de domingo, que privaram de maioria os dois partidos históricos, Nova Democracia (ND) e Pasok, favoráveis à austeridade e pró-europeus.
Com 99% dos votos apurados, o Nova Democracia obteve 18,8% dos votos e o Pasok 13,2%, contabilizando 149 assentos no total.
Os partidos que se opõem a uma maior austeridade, incluindo um grupo neonazista que entra pela primeira vez no Parlamento, conseguiram 151 assentos parlamentares de um total de 300.
A publicação dos resultados definitivos será realizada hoje, quando o chefe de Estado, Carolos Papulias, pedir a Antonis Samaras, dirigente da Nova Democracia, que forme um governo que goze da confiança do Parlamento, como indica a Constituição.
Se Samaras não conseguir constituir um governo em três dias, a tarefa recairá no segundo partido mais votado, o grupo de esquerda radical Syriza, que foi a grande surpresa destas eleições ao levar 16,5% dos votos, que representam 52 assentos.