31 de Março de 2012, 13:38

Acordo sindical

Salários nas empresas públicas alemãs vão subir 6,3 por cento em dois anos

Depois da terceira onda de greves e de mais de 23 mil novas pessoas sindicalizadas, houve acordo entre trabalhadores e empregadores Depois da terceira onda de greves e de mais de 23 mil novas pessoas sindicalizadas, houve acordo entre trabalhadores e empregadores Imagem: EPA/PETER STEFFEN

Mais de dois milhões de trabalhadores do setor público saíram beneficiados esta madrugada depois do acordo entre empregadores e sindicatos, em Potsdam, que prevê um aumento salarial gradual de 6,3 por cento nos próximos dois anos. 

Tanto o líder sindical Frank Bsirske, como o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, que conduziram as negociações, saudaram o acordo.

O pacto prevê um aumento salarial de 3,5 por cento já este ano, com efeitos retroativos a partir de 1 de março. Os vencimentos voltam a aumentar 1,4 por cento em janeiro de 2013 e 1,4 por cento em agosto de 2013. 

A maratona negocial de 40 horas traduz-se em melhorias também para os estagiários, que passam a usufruir de um vencimento base mais alargado, mais benefícios fiscais e direito a férias. 

Mais férias para os trabalhadores

Em 2013, os trabalhadores passam a ter direito a 29 dias úteis de férias. A partir dos 55 anos, gozam mais um dia, ou seja, 30 dias úteis.

Os funcionários dos aeroportos usufruem de aumentos salariais entre 200 a 600 euros.

O acordo entre sindicatos e empregadores acontece após três ondas consecutivas de greves, que afetaram os setores públicos da administração, educação e transportes.

Do lado sindical também houve concessões. Frank Bsirske, responsável máximo da Ver.di, referiu que o sindicato renunciou ao pagamento do “complemento social”, destinado aos trabalhadores com salários mais baixos. Segundo o líder sindical, o principal objetivo das negociações foi chegar a um acordo que reduzisse as diferenças salariais entre o setor público e o setor privado.

Só no mês de março, a Ver.di conseguiu a fidelização de 23 mil novos membros.

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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