16 de Julho de 2012, 17:48

Eleições presidenciais nos EUA

Romney critica 'ataques desonestos' de Obama sobre a sua gestão empresarial

Mitt Romney e Barack Obama disputam a eleição presidencial que se realiza a 6 de novembro Mitt Romney e Barack Obama disputam a eleição presidencial que se realiza a 6 de novembro Imagem: AFP PHOTO/FILES

Após uma semana de duras críticas na imprensa sobre a sua atuação à frente do fundo de investimentos Bain Capital, o candidato republicano Mitt Romney insistiu que iria responder aos ataques com um forte golpe contra Obama.

"Acredito que quando as pessoas nos acusam de um delito, temos todas as razões para ir atrás delas, e eu vou continuar atrás dele", disse o adversário de Barack Obama nas presidenciais norte-americanas ao programa de notícias Fox & Friends.

Mitt Romney disse que "o melhor ataque é olhar para o histórico do presidente" e o seu fracasso para conseguir uma recuperação económica efetiva.

"Obama tem apenas uma coisa a funcionar: os constantes ataques contra mim. São desonestos, estão mal dirigidos", garante Romney.

Na quinta-feira, a disputa presidencial viu crescer a tensão entre as campanhas eleitorais dos dois concorrentes com um artigo publicado no jornal The Boston Globe, que afirmou que Mitt Romney mentiu sobre a data em que se desvinculou do Bain Capital, fundado por ele em 1984 e que lhe rendeu uma fortuna pessoal, acusação que o republicano nega.

Romney afirma que deixou a companhia em 1999, quando assumiu a responsabilidade pela organização dos Jogos Olímpicos de Salt Lake City. No entanto, de acordo com documentos oficiais divulgados pelo jornal, teria permanecido por mais três anos e mantinha 100% das ações até 2002, pouco antes de se tornar governador de Massachusetts.

Obama reconhece que não conseguiu mudar Washington
O presidente americano, Barack Obama, reconheceu ontem numa entrevista que não conseguiu eliminar as diferenças políticas extremas entre republicanos e democratas. "Washington está tão dividida quanto há quatro anos", disse Obama à rede de TV CBS.

Eleito em 2008, com a promessa de pôr fim à política partidária "amarga" representada pelo Congresso, Obama admitiu que os últimos três anos e meio da vida política americana foram marcados por uma divisão extrema entre os republicanos, de oposição, e os democratas.

Obama afirmou que não conseguiu preencher este abismo, mesmo tendo feito um esforço para isso. "Não fui capaz de mudar a atmosfera de Washington para refletir o decoro e o senso comum", reconheceu, admitindo ter "subestimado" o tamanho da divisão.

"Uma das coisas que se aprende neste gabinete é que tudo demora um pouco mais do que o desejado", destacou o presidente. "O maior desafio que devemos enfrentar neste país é como fazer para construir uma economia em que a classe média cresça e se torne mais forte, e em que aqueles com vontade de trabalhar duro encontrem o caminho para fazer parte desta classe média."

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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