14 de Setembro de 2012, 16:17

Violência no Médio Oriente

Embaixadas inglesa e alemã atacadas no Quénia

Um ativista sudanês queima uma bandeira da Alemanha em cima do muro da embaixada daquele país. Na foto, vê-se o átrio da representação diplomática em chamas Um ativista sudanês queima uma bandeira da Alemanha em cima do muro da embaixada daquele país. Na foto, vê-se o átrio da representação diplomática em chamas Imagem: AFP/ASHRAF SHAZLY

A polícia do Sudão utilizou gás lacrimogéneo, esta sexta-feira, para dispersar os cerca de 10 mil manifestantes que se aproximavam da embaixada norte-americana em Cartum, no Sudão. Antes, cerca de cinco mil pessoas tentaram invadir as embaixadas da Alemanha e do Reino Unido, avança a agência France Presse.

Alguns manifestantes terão conseguido ultrapassar os portões de segurança da embaixada alemã e entrar no complexo diplomático. A bandeira alemã foi recolhida, incendiada e substituida por uma bandeira negra islâmica. O átrio do complexo também esteve em chamas.

Durante o ataque, os manifestantes gritaram "Deus é grande", como forma de protesto contra a produção israelo-americana que satiriza o profeta Maomé e que está na origem dos tumultos.

Antes da invasão, os manifestantes atiraram pedras contra as embaixadas inglesa e germânica, que ficam próximas uma da outra. 

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, confirmou o ataque e disse que o corpo diplomático está a salvo, acrescentando que o embaixador do Sudão, em Berlim, foi convocado para uma reunião de emergência.

Westerwelle condenou o ataque com veemência, mas lembrou que o filme não pode servir de desculpa para a violência.

A Alemanha já tinha elevado o nível de segurança nas suas representações diplomáticas no início da semana, devido aos recentes ataques contra embaixadas e consulados ocidentais em países muçulmanos.

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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