O Ministério da Saúde egípcio dá conta de, pelo menos, 13 feridos esta manhã, como resultado dos confrontos que já duram deste terça-feira junto à embaixada norte-americana no Cairo.
O presidente egípcio, Mohamed Mursi, condenou o vídeo ofensivo ao islão na origem dos ataques, mas rejeitou a violência que a situação provocou no Egito e em outros países árabes. Já na quarta-feira, o Governo do país tinha apelado à população para “conter” a “ira”.
Em contrapartida, a Irmandade Muçulmana, que é a principal força política do Egito pediu, à população que saísse à rua e mostrasse o seu desagrado com o vídeo, que nas palavras dos manifestantes, é um atentado contra Maomé.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exortou às forças políticas egípciais e líbias que assegurem a proteção das delegações diplomáticas e seus funcionários, depois do atentado civil de terça-feira, em Bengasi, Líbia, que vitimou quatro funcionários de Estado norte-americanos, entre eles o embaixador Cristopher Stevens.
Barack Obama avisou ainda que nenhum "ato terrorista" abalará os valores "indispensáveis" que o país oferece ao mundo. "Não seremos dissuadidos. Seguiremos em frente, seguiremos porque o mundo precisa de nós. Somos a única potência indispensável no mundo", considerou Obama, cita a agência France Presse.
Protestos esta quinta-feira frente à embaixada norte-americana em Sana, IémenFotografia: AFP
Na sequência dos confrontos, a Marinha dos Estados Unidos enviou na quarta-feira dois navios de guerra para a costa líbia. Os serviços de imprensa da Casa Branca anunciaram também o destacamento de 50 fuzileiros especializados na luta antiterrorista que seguem no interior dos aparelhos.
Entretanto, os confrontos frente às embaixadas norte-americanas alastraram-se ao Iémen e ao Iraque, onde já há registo de situações de violência junto às delegações.
Em Sana, no Iémen, as autoridades utilizaram jatos de água para dispersar os manifestantes, que chegaram a entrar no perímetro da embaixada, com o intuito de atear fogo aos carros e complexo diplomático, à semelhança do que aconteceu na terça-feira em Bengasi.
Durante a invasão, os manifestantes gritavam "O profeta, Maomé", diz a AFP.
Veja o vídeo que deu origem aos confrontos: