Cavaco Silva chegou ontem à Califórnia, já na reta final da sua visita aos Estados Unidos, marcando presença na missa na Igreja Nacional Portuguesa das Cinco Chagas, depois de ser saudado pelas várias filarmónicas locais, antes de oferecer um jantar à comunidade no salão Imperial do Hotel Fairmont que teve lotação esgotada, com cerca de 700 pessoas.
O custo deste jantar oferecido pela Presidência numa altura de crise em Portugal suscitou alguns protestos, incluindo do diretor do jornal comunitário Portuguese Tribune, José Ávila, e acabou por ser aceite que cada participante doe 50 dólares a uma associação de caridade local, num total esperado de 35 mil dólares.
Manuel Bettencourt, da POSSO, instituição que vai receber o donativo, e da Luso American Foundation for Education (Educação), espera que o Presidente leve um apelo ao investimento em Portugal pela comunidade na Califórnia, onde existem grandes fortunas ligadas à agricultura e laticínios, mas antevê dificuldades.
"A maioria não está inclinada para investir em Portugal, dizem que é difícil começar uma empresa em Portugal, outros que, quando se abre uma fábrica e não conseguem continuar a empregar as pessoas que contrataram, é muito difícil despedir. Na minha opinião deveriam tentar flexibilizar as coisas em Portugal", adianta.
Ao jantar o presidente da República deu conta dessa realidade, deixando a promessa de que se vai esforçar para que Portugal ultrapasse as "barreiras burocráticas ou administrativas" ao investimento.