Segundo Rui Nobre Gonçalves, presidente do Conselho de Administração da Resiestrela, o equipamento permite que a empresa tenha benefícios económicos e mais eficiência na recolha de materiais reciclados.
"Este aumento de eficiência permite-nos baixar custos e aumentar receitas para a empresa", referiu o responsável, indicando que, na Guarda, passou a ser possível recuperar outros materiais que não estavam a ser reciclados, como madeiras, plásticos duros, colchões e equipamentos elétricos e eletrónicos.
Também salientou que permitirá o reforço da capacidade logística na zona da Beira Interior Norte do Sistema Multimunicipal, potenciando a rentabilização das instalações existentes na Guarda.
O aumento das quantidades de matéria orgânica desviadas de aterro e encaminhadas para valorização, é outra das vantagens.
Já o administrador da Resiestrela, Carlos Pais, salientou que a empresa sentiu a necessidade de reforçar a capacidade logística na Estação de Transferência da Guarda com o objetivo de diminuir "a necessidade de transporte [de resíduos] para a central de tratamento" no Fundão.
Sublinhou que o espaço hoje inaugurado permite "evidentes ganhos de eficiência", porque possibilita concentrar e compactar a maior parte dos resíduos recicláveis.
O novo pavilhão, que começou a ser construído em 17 de fevereiro de 2011, possibilita "melhorar a eficiência na recolha" e reduzir "os custos dos transportes", porque muitos dos materiais são compactados, observou.
"Para a Resiestrela este investimento é extremamente importante porque acrescenta mais valias na logística do sistema", concluiu.
O presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, também presente na inauguração, declarou que o armazém vem "criar um valor acrescentado a toda a atividade da Resiestrela", melhorando o serviço prestado aos cidadãos.
A obra hoje inaugurada está incluída na empreitada de ampliação e remodelação da central de compostagem do Fundão.
O novo pavilhão de armazenamento, com cerca de 800 metros quadrados de área coberta, representou um investimento de cerca de 200 mil euros, comparticipado por fundos comunitários.
A Resiestrela tem como missão receber e tratar resíduos dos Municípios de Almeida, Belmonte, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Fundão, Guarda, Manteigas, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Trancoso e Covilhã.
@Lusa