Paulo Estêvão, que é o único deputado regional eleito pelo PPM, considerou o assunto «grave», frisando que «estão em causa os princípios da igualdade e da liberdade».
«Não posso submeter-me aos caprichos de um poder que persegue quem o critica, não posso aceitar o incumprimento da lei, o desprezo pelas normas estatutárias e o triunfo do poder ditatorial sobre a liberdade», frisou.
O deputado e líder regional do PPM recordou que o Estatuto Político-Administrativo dos Açores estabelece que a Assembleia Legislativa deve ter delegações em todas as ilhas, frisando que apenas o Corvo, a mais pequena ilha do arquipélago, ainda não possui este serviço.
Para Paulo Estêvão, esta situação representa uma «desigualdade enorme» de condições de trabalho em relação aos restantes deputados regionais, o que explica com uma «perseguição política ao partido que exerce uma oposição mais contundente ao governo regional».
«Acuso o PS e o governo regional de terem instalado um clima de medo na sociedade açoriana e de exercerem o poder com pouco respeito pelas liberdades democráticas», frisou.
Paulo Estêvão, que considera ser possível resolver o problema da delegação no Corvo «num dia», assegurou que pretende levar o seu protesto cívico «até às últimas consequências».
O deputado regional do PPM tomou a sua última refeição quarta-feira cerca das 22:00 (23:00 em Lisboa) e garantiu que, a partir de agora, apenas beberá água.
Paulo Estêvão pretende cumprir esta greve de fome nas instalações da Assembleia Legislativa em Ponta Delgada, onde pretende desenvolver o seu trabalho de deputado «enquanto for possível».
Lusa/SAPO