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15 de Fevereiro de 2009, 19:51

Astrofísicos acreditam na existência de planetas parecidos com a Terra

"Há uma dúzia de sistemas solares comparáveis com o nosso a uma distância de uns 30 anos-luz ou menos, e acho que um bom número destas estrelas, talvez a metade, tem planetas como a Terra a orbitar em torno delas", afirmou Alan Boss, astrofísico do Carnegie Institution for Science.

"Acho que por isso há boas hipóteses de que encontremos planetas como a Terra em distâncias entre 10, 20 ou 30 anos-luz", acrescentou.

Boss disse ainda estar convencido de que o telescópio espacial americano Kepler - que será lançado em 5 de março - e o satélite europeu Corot - colocado em órbita em 2006 - acabarão por encontrar planetas assim, similares à Terra.

"Eu ficaria muito assustado se o Kepler ou o Corot não descobrirem planetas 'terrestres', principalmente porque já estamos a descobrir", afirmou ainda.

O Corot descobriu o menor planeta externo ao sistema solar conhecido até então - cerca de duas vezes o diâmetro da Terra - perto da sua estrela e também muito quente, segundo anunciaram os astrónomos no início de Fevereiro.

Com a próxima geração de telescópios espaciais será possível detecter "se há metano e oxigênio na atmosfera, o que seria uma prova sólida, não apenas de que são habitáveis, como também estão habitados", explicou.

"Se existe um mundo habitável e se ele evolui durante tantos milhares de milhões de anos, é claro que ele vai gerar algum tipo de forma de vida", garantiu.

Raymond Jeanloz, professor de ciência planetária e astronomia da Universidade da Califórnia, falou no mesmo sentido.

"Concebemos a vida em função da compreensão que temos da genética, no sentido de que a vida é inevitável se os mesmos elementos necessários para sua existência na Terra também estão presentes em outro lugar", explicou.

A respeito de eventuais civilizações extraterrestres, Alan Boss comentou que se trata "de uma busca interessante e importante, ainda que as probabilidades de encontrar sejam muito poucas".

"Mas se encontrarmos algo será uma descoberta tão gigantesca que faz com que valha a pena que continuemos à procura", concluiu.


SAPO/AFP

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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