«Eu liguei-lhe e disse 'oh Zezito', realmente existe este absurdo', porque é assim que a família o chama, e ele disse para chamar o Charles Smith, enfim, para ele ir ao Ministério do Ambiente para, enfim, ele resolver o assunto», salienta o tio de José Sócrates.
De acordo com Júlio Monteiro, José Sócrates, ao saber que andavam a exigir quatro milhões (talvez de contos) para permitir que o processo de licenciamento do Freeport fosse adiante, pediu para ele agendar um encontro com Smith para esclarecer o caso.
Júlio Monteiro confirma que falou com Charles Smith sobre o encontro, mas desconhece se ele chegou a realizar-se.
Júlio Monteiro disse ainda que se «se provar que ele (José Sócrates) está envolvido perde-se parte orgulho» que a família tem por estar no lugar que ocupa.
O tio de José Sócrates diz ainda que se «se provar que o PSD está por detrás deste processo pela primeira vez» deixa de «votar PSD».
Sobre as relações familiares, Júlio Monteiro diz que o Primeiro-ministro «tem pouco tempo para a família» e que desde que se começou a mediatizar o caso Freeport não recebeu nenhum telefonema de José Sócrates com quem se encontra uma vez por ano.