A ideia foi colocada em prática em 2005, ano em que o Video Games Live iniciou uma digressão mundial que já conta com mais de 100 actuações. Jack Wall e Tommy Tallarico, criadores das músicas de centenas de videojogos, quiseram provar que os temas de "Monkey Island", "Civilization", "Halo" ou "Final Fantasy", entre muitos outros, em nada eram composições menores apesar de serem associadas a um entretenimento encarado ainda por muitos como infantil.
Por isso, entregam esses temas que marcaram gerações a orquestras de cada país por onde o espectáculo tem passado. Em Portugal, coube à Sinfonietta de Lisboa abordar estas canções, numa noite que contou ainda com dois momentos de piano a solo por Martin Leung, norte-americano de ascendência chinesa que se celebrizou no YouTube por tocar temas de "Super Mario Bros" de olhos vendados - e que desde então é um dos músicos regulares do Video Games Live, onde costuma repetir o feito.
Mas além da orquestra e do pianista, o concerto incluiu ainda incursões pela guitarra eléctrica por parte do próprio Tommy Tallarico e de um espectador, primeiro em "Sweet Emotion" dos Aerosmith, durante um momento centrado no jogo "Guitar Hero", e depois em temas como o de "Castlevania", quase em delírio heavy metal. 
No final, houve ainda espaço para um encore que, em vez de isqueiros, foi iluminado por milhares de telemóveis - e um mac, como Tallarico assinalou - orgulhosamente erguidos pelo público.
Em cerca de duas horas, um público heterogéneo - cuja faixa etária ia da infância à meia-idade - manteve uma constante onda de aplausos e gritos, de resto encorajada pelos próprios apresentadores, numa autêntica demonstração de celebração colectiva que pareceu confirmar a afirmação de Tallarico, logo ao início, onde defendeu que os videojogos eram o entretenimento-chave do século XXI.
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