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12 de Dezembro de 2007, 00:20

Tratado de Lisboa decide-se na Irlanda

há um número substancial de indecisos, 25%, o que deixa nervosos os líderes europeus. Quanto maior for a abstenção, mais possibilidades tem o NÃO de vencer.

O SIM já teve uma vantagem clara mas foi perdendo influência e levou mesmo à saída do primeiro-ministro irlandês, o “pai” da recuperação económica nos últimos anos. Bertie Ahern viu-se envolvido num caso de financiamento, alegadamente ilegal, a polémica estava a prejudicar o SIM e cessou funções. No entanto, não foi suficiente para garantir a vitória. O actual chefe de governo, Brian Cowen, é um dos maiores defensores do SIM e tem recebido o apoio de Bruxelas.

Nos últimos dias a Confederação dos Agricultores mudou de posição, passou a apoiar o SIM, tem um peso relevante no eleitorado, mas nada ficou garantido.

Por motivos constitucionais a Irlanda tem de recorrer ao referendo e um único país pode bloquear o Tratado de Lisboa. Para poder entrar em vigor, previsivelmente em Janeiro de 2009, o Tratado de Lisboa deverá ser ratificado por todos os 27 Estados-membros.

As mesas de voto abriram hoje na Irlanda, às 07:00 locais (mesma hora em Lisboa) para um referendo que decidirá o destino do Tratado de Lisboa, e encerram às 22:00, devendo ser anunciadas sondagens à boca das urnas.

 

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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