30 de Abril de 2008, 20:31

Festival Pina Bausch em Lisboa

Pina BauschOs três espectáculos que Pina Bausch traz a Lisboa já estão praticamente esgotados. Aos 67 anos, a coreógrafa alemã é reconhecida por ter revolucionado o mundo da dança nos anos 70, importando o teatro para a dança.

«Café Müller» é o único espectáculo em que podemos ver a própria Pina Bausch em palco. «Nefés» é o trabalho mais recente e é também inédito em Portugal. «Masurca Fogo» é aquele que mais pontos de contacto tem com Portugal: foi criado pela companhia da coreógrafa alemã por encomenda de Mega Ferreira para a Expo 98. Dez anos depois, regressa a Lisboa.

A ideia de um festival Pina Bausch em Lisboa partiu das direcções artísticas do Teatro São Luiz e do Centro Cultural de Belém. Para Pina Bausch, é sempre uma honra voltar a Lisboa, um local do qual guarda «fantásticas memórias».

Em conferência de imprensa, a coreógrafa alemã revelou como no seu trabalho há apenas «a vida e as pessoas». Não há um conceito pré-definido antes de cada espectáculo: «Podemos seguir várias direcções», explica Pina Bausch (falando sempre num «nós» e fugindo sempre do «eu»), «e queremos envolver todos, nós e o público também».

O programa do Festival Pina Bausch vai para lá dos espectáculos. Inclui filmes comentados, conversas com bailarinos da companhia que falarão da sua experiência pessoal e também com personalidades cujos percursos pessoais e profissionais se tenham cruzado com Pina Bausch.

A coreógrafa alemã é uma velha conhecida do público português e a organização do festival invoca duas datas para justificar o evento: em 1994 Jorge Salavisa, programador de dança do Lisboa-Capital Europeia da Cul traz a Lisboa grandes obras de Pina Bausch, entre elas «A Sagração da Primavera», «Café Müller», «Kontakthof», «Viktor» e «1980». Já em 1998, a Expo 98 recebeu Pina Bausch no âmbito do Festival dos 100 dias. A coreógrafa ficou em Lisboa três semanas em «residência artística» e criou o espectáculo «Masurca Fogo».

Encolhida na cadeira, Pina Bausch responde a todoas as questões. Mas falha uma. «Qual seria a melhor recompensa para uma artista como a Pina Bausch?» A coreógrafa fica perdida. «Tenho sorte….sorte não é a palavra certa…É maravilhoso que a dança mereça tanta atenção».

 Pina Bausch explica o que procura num bailarino

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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