A revista dos consumidores analisou 64 950 preços para 3 cabazes: um com 100 produtos de características definidas, destinado a quem privilegia as marcas do fabricante; outro com 81 produtos, a pensar em quem escolhe o mais barato; e outro com 59 produtos apenas de marca própria das superfícies (marca do distribuidor). Na avaliação global, os preços mais baixos moram nas lojas dos Mosqueteiros e do Continente.
Para encher o carrinho do cabaz 1, há cinco vencedores com o título de campeão dos preços mais baixos: quatro do grupo Os Mosqueteiros (Ecomarché, de Vila Pouca de Aguiar, e Intermarché de Ferreiras, Portalegre e Torres Novas) e um Continente Modelo, de Esposende. A 2.ª posição é ocupada por cinco lojas dos Mosqueteiros, acompanhadas por um Continente e outro Continente Modelo. Mais três lojas do Intermarché arrebatam a 3.ª posição, acompanhadas pelo Jumbo, de Rio Tinto.
Na guerra dos preços baixos, a PROTESTE destaca o domínio do Norte e Centro do País: “dos 50 supermercados mais baratos, apenas 12 moram no Sul”, conclui. Entrar na morada certa vale centenas de euros no seu orçamento. Por exemplo, para uma despesa mensal de 150 na cidade de Lisboa, quem compra no Japão (R. Morais Soares) gasta mais 404 por ano do que se escolher o Continente Bom Dia (R. Agostinho Neto).
No confronto por cadeias, as várias insígnias do Continente e Ecomarché arrasam a concorrência no cabaz 1. Isolada a liderar no cabaz 2, a cadeia Ecomarché é a melhor opção. Já para o cabaz 3 as marcas próprias das diferentes cadeias pautam-se por não apresentarem uma grande diferença de preços. Ainda assim, Continente e Pingo Doce são os campeões.
Os produtos com a marca do distribuidor permitem, em média, uma poupança de 30% face às marcas do fabricante. A poupança atinge 38% na cadeia Minipreço, mas fica-se pelos 26% nas lojas Supercor.
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