ade, que decorre de 16 a 22 de setembro.“Nesta semana da mobilidade e numa altura de crise a minha nota é esta: que os municípios aproveitem as infraestruturas que têm, que façam as pequenas obras que sejam necessárias, como tapar alguns buracos, para que os peões comecem a andar a pé: faz muito bem à carteira, à saúde e à qualidade do ambiente urbano de uma cidade que é extremamente poluída”, disse.
Paula Teles defendeu que as pessoas “têm de aprender a andar a pé e estiveram décadas a aprender a não andar a pé. Tudo era feito e desenhado para ninguém andar a pé”.
“O peão tem de voltar a ser a peça mais importante da cidade. Para isto não chega só falar e fazer campanhas de sensibilização. É preciso fazer pequenas obras de regeneração dos passeios, para que o peão possa sobreviver numa cidade que é catastrófica”, sublinhou.
Entre os municípios que têm trabalhado “muito bem” nesta matéria, Paula Teles destacou as cidades de Penafiel, Vilamoura, Portimão e Viseu, sublinhando que esta última é um bom “exemplo vivo do trabalho que se faz com planeamento”.
Para a engenheira, Viseu é uma “cidade fantástica”, com “espaços para tudo: para peões, para carros e com boas zonas verdes. Tem a ver simplesmente com o facto de ter sido uma cidade planeada”, destacou.
A especialista lamentou que “muitos municípios aproveitam a Semana da Mobilidade para fazer política, para mostrar que estão a fazer ações e no resto ano não o façam”.
“É necessário que a Semana seja um estímulo, um catalisador de mudança, para que durante o ano se pratique aquilo de tão bom que se tentou evidenciar”, defendeu.
MCL.
Lusa