“É fundamental saber o que as forças políticas estão dispostas a fazer em relação às preocupações que envolvem o rio”, disse à Lusa Paulo Constantino, do movimento proTEJO, organizador da iniciativa das V Jornadas Ibéricas “Por Um Tejo Vivo – em defesa do Tejo e dos seus afluentes”, que decorreu este fim de semana em Azambuja.O responsável recordou que já foram feitas reuniões com os grupos parlamentares nacionais e com o secretário de Estado do Ambiente e “todos estão informados sobre as questões da Convenção de Albufeira, os transvases e o problema da contaminação e poluição do rio”.
No entanto, Paulo Constantino defendeu que “a intervenção dos políticos ainda é muito pouca” e que “a ação tem de ser mais contínua para conseguirmos um Tejo em melhor estado”.
Para estimular essa ação, o responsável voltou a defender a necessidade de um Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do rio Tejo que junte Portugal e Espanha em torno “do princípio da unidade” e da “gestão partilhada da água”.
“Pretendemos que esse plano seja vertido em termos de avaliação na Convenção de Albufeira e em relação às condições de passagem de água de um país para o outro”, disse.
Portugal "não pode ser afetado pelas más condições da água que vem de Espanha”, por isso o objetivo é conseguir "um plano conjunto”, acrescentou.
A quinta edição das Jornadas Ibéricas “Por Um Tejo Vivo – em defesa do Tejo e dos seus afluentes”, decorreu em Azambuja e contou com a participação de representantes de cerca de uma centena de organizações de cidadãos e ecologistas de Espanha e Portugal.
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