A inauguração das instalações, dinamizadas por Scott Burnham, aconteceu nesta segunda-feira à tarde na Praça do Infante D. Henrique com a uma performance dos alunos da Escola Profissional Ballet Teatro.
Em alguns minutos, os artistas tomaram um banho à vista de todos os que passavam, numa criação que pretende misturar o “público e o privado”, explica ao SAPO Isabel Barros, directora da escola e responsável pela performance.
Um pouco mais acima, no Largo de São Domingos, encontram-se tapetes de relva de plástico, frente ao Palácio das Artes. Uma instalação que alerta para a “falta de espaços verdes na cidade”, sublinham Alda Coelho e Tiago Dias, criadores desta ideia.
Na onda ecológica está também a instalação do Largo Duque da Ribeira: uma pequena horta comunitária que faz alusão ao jogo online Farmville. Na Praça Almeida Garrett quem quiser pode montar o seu próprio cartão postal do Porto com cubos que permitem ver cinco fotografias da cidade.
No Largo dos Lóios há uma serpente vermelha a galgar pela paragem de autocarros. Uma escultura dos arquitectos Diogo Aguiar e Teresa Otto que pretende ser um objecto “provocativo” e “com forte impacto visual”. “Uma extensão à paragem para que as pessoas possam interagir com ela”, explicou Diogo Aguiar.
Porto, uma cidade criativa
Scott Burnham, que já desenvolveu projectos semelhantes em Amesterdão ou Barcelona, defende que estas instalações têm dois objectivos distintos: “dar ao público uma experiência artística e dar aos artistas uma oportunidade única de mudar a cidade”.
“Há um grande espírito criativo no Porto”, nota Scott Burnham, realçando que “a principal questão é saber como aplicá-lo nos dias de hoje”, remata.
O projecto Bairro Criativo faz parte do Portugal Criativo 2010, certame que pretende reflectir sobre as indústrias criativas. O evento termina nesta terça-feira com a presença da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e do político britânico Chris Smith.