18 de Dezembro de 2009, 14:24

Frase "Arbeit macht frei" foi roubada da entrada de Auschwitz

"A frase foi roubada por volta das 6H00", declarou o porta-voz da polícia, Malgorzata Jureck, à rádio pública Trojka. A polícia tenta seguir os rasto dos ladrões com a ajuda de cães farejadores.

"É uma profanação do local onde foram assassinadas mais de um milhão de pessoas. É uma vergonha", afirmou o porta-voz do memorial, Jaroslaw Mensfeld.

"Quem fez isto devia saber muito bem o que roubava e como fazê-lo. A frase em ferro forjado não era difícil de retirar do grande portão, mas era preciso saber como", completou.

"Foi um acto abominável que remete à profanação e que constitui um novo testemunho do ódio e da violência contra os judeus", disse Sylvan Shalom, ministro israelita do Desenvolvimento Regional.

O Memorial do Holocausto em Jerusalém (Yad Veshem) também manifestou a sua indignação.

"Este acto constitui uma verdadeira declaração de guerra, cometido por indivíduos cuja identidade desconhecemos, embora suponho que tenham sido neonazis movidos pelo ódio contra os estrangeiros", disse o presidente do Memorial, Avner Shalev.

O antigo campo de concentração e hoje memorial de Auschwitz-Birkenau permanece fechado e é protegido por vigilantes durante a noite. A polícia tem estado a rever as imagens gravadas por um sistema de câmeras.

Entre 1940 e 1945, o regime nazis alemão exterminou 1,1 milhão de pessoas em Auschwitz-Birkenau.

AFP/SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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