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Guimarães Jazz homenageia Miles Davis na 18ª edição

11 de Novembro de 2009, 10:33

A 18º edição do Festival Guimarães Jazz arranca com um tributo ao álbum que é considerado uma obra-prima jazzística: Kind of Blue, de Miles Davis. O concerto inaugural do festival, que neste ano atinge a maioridade, é da responsabilidade de Jimmy Cobb´s So what Band. O mítico baterista, único elemento vivo da gravação original do disco, lidera um colectivo de músicos que nesta quinta-feira vai dar o primeiro dos nove concertos do Festival.

Wallace Roney, Javon Jackson, Vincent Herring, Larry Willis e Buster Williams são os músicos que com Jimmy Cobb vão dar nova vida aos temas do disco que ficou para a história da música no concerto intitulado Kind of Blue @ 50.

Mas há ainda grandes nomes do jazz para ver e ouvir no festival, num programa que é quase um “jackpot”, como explicou ao SAPO Ivo Martins, director artístico do Guimarães Jazz. Para além do concerto de homenagem aos 50 anos de Kind of Blue, na primeira semana actuam no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor Hank Jones Trio (dia 13) e Branford Marsalis Quartet (dia 14).

Na segunda semana, é a vez de George Colligan Quintet (dia 18), The Overtone Quartet (dia 19) e Cassandra Wilson (dia 20). Pelo grande auditório também vai passar o Projecto Toap/Guimarães Jazz (dia 15) que congrega músicos nacionais, Bernardo Sassetti, e internacionais, Ohad Talmor, Dan Weiss e Demian Cabaud, que prometem mostrar ao público interacção e partilha de experiências musicais. Caberá a Big Band da Esmae (Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo) encerrar Guimarães Jazz no dia 21.

Durante todo o festival, decorrem jam sessions depois dos concertos. Estas sessões têm o papel fundamental de “mostrar o lado mais informal do jazz e aproximar o público dos músicos”, disse Ivo Martins. Na segunda semana, estão marcadas oficinas de jazz, cujo prazo de inscrição termina nesta quarta-feira. Tanto as jam sessions como as oficinas serão dirigidas por cinco músicos norte-americanos que estarão em residência nos dez dias de festival.

“Um festival com particularidades”

O Guimarães Jazz completa 18 anos, uma data simbólica para um festival que teve sempre como objectivo a “divulgação do jazz”. Ivo Martins, director artístico do evento há 14 anos, sublinhou ao SAPO que o Guimarães Jazz é um “festival com particularidades”.

Em primeiro lugar, por ter surgido da iniciativa de um grupo de pessoas da Convívio Associação Cultural, que em conjunto com o Centro Cultural Vila Flor e a Câmara Municipal são hoje responsáveis pelo certame. “Um festival feito por pessoas com uma forte ligação local, que tiveram tempo para pensar e discutir sobre a programação e o formato”, realçou o director artístico.

O público, que sempre apareceu em todas as edições, cresceu exponencialmente depois que o Guimarães Jazz começou a realizar-se no Centro Cultural Vila Flor, em 2005. A partir daí, “nunca tivemos decréscimo de público”, afirmou Ivo Martins, sublinhando que o festival recebe pessoas de norte a sul do país e também de fora. A própria cidade tira benefícios por ser durante dez dias a capital do Jazz, lembrou o responsável.

@Alice Barcellos 


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