30 de Setembro de 2009, 00:50

Cavaco Silva: «onde está o crime?»

Numa declaração de cerca de dez minutos, Cavaco Silva afirmou que, desde cedo, dirigentes do PS tentaram envolver o Presidente da República na campanha eleitoral. O Presidente, acusou "destacadas personalidades do partido do Governo" de manipulação e de tentarem colar o presidente ao PSD com o objectivo de desviar as atenções, mas garantiu que não se deixa condicionar nem cede a pressões

Face a esta situação, Cavaco Silva disse que tentou desvalorizar todas as notícias que o tentaram envolver e até não deu relevância ao caso da participação de um assessor de José Sócrates na deslocação do Presidente à Madeira, cujo comportamento afirmou desconhecer.

O Presidente salientou que nunca fez qualuqer referência "a escutas ou a algo com significado semelhante. Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer." Em relação ao e-mail, divulgado pelo DN, Cavaco Silva afirmou que  estranha que a notícia tenha sido publicada uma semana antes das eleições e adiantou que não teve conhecimento prévio do e-mail e duvida sobre a sua veracidade.

De seguida, o Presidente afirmou, admitindo a possibilidade de o conteúdo ser verdadeiro, «e onde está o crime?» de um assessor ter expressado opiniões pessoais? No entanto, ainda nas palavras do Chefe de Estado, ninguém estava autorizado a pronunciar-se e por isso mesmo remodelou a sua casa civil.

Por último, Cavaco Silva disse que o caso do e-mail lhe levantou dúvidas sobre a segurança na sua conta de e-mail, pediu a opinião a vários peritos e chegou à conclusão que o sistema tem «vulnerabilidades».

 

Pode ver aqui o texto da declaração

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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