Orçamento de Estado para 2011 é hoje apresentado no Congresso Norte-Americano. As prioridades da administração Obama passam pela criação de emprego, e o abandono do projecto espacial norte-americano de levar o Homem à Lua. Tudo em nome da contenção de custos.
"Propomos a anulação do programa Constellation da NASA", disse numa conferência via telefone Peter Orszag, o responsável pelo Orçamento na equipa do Presidente Barack Obama. Peter Orszag salientou que a administração vai fazer outros investimentos na área da investigação e desenvolvimento.
A notícia do abandono do projecto Constellation já tinha sido avançada pelo diário americano "Florida Today" na sexta-feira passada. Segundo uma fonte próxima à Casa Branca, Obama decidiu renunciar ao programa Constellation lançado por George W. Bush, que tem como objectivo levar novamente os americanos à Lua até 2020. "O Constellation está morto", afirmou esta fonte, que não quis ser identificada, aludindo ao programa que previa que os Estados Unidos voltariam à Lua em 2020 para usá-la como base para realizar expedições a Marte.
O programa Constellation foi lançado em 2004 pelo anterior Presidente, George W. Bush, depois da explosão do vaivém Columbia em Fevereiro de 2003. Bush previa um regresso dos norte-americanos à Lua até 2020 e, depois dessa data, voos tripulados para Marte.
Segundo estimativas oficiais, a NASA (agência espacial norte-americana) já terá gasto mais de nove mil milhões de dólares (6,4 mil milhões de euros) no programa Constellation. O executivo, que deverá propor um aumento do orçamento da NASA em 5,9 mil milhões de dólares (4,2 mil milhões de euros) em cinco anos, quer agora apostar no desenvolvimento de veículos e lançadores comerciais para a Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês), com um primeiro voo previsto para 2015 o mais tardar.
A proposta de orçamento de estado vai ser apresentada hoje no congresso norte-americano pela administração Obama. A Casa Branca anunciou hoje que o orçamento de estado para 2011 é de 3,834 triliões de dólares, um aumento de 3% de gastos em relação ao OE de 2010.