Página gerada às 15:58h, sexta-feira 31 de outubro

 

Muro de Berlim: 10 personalidades que fizeram história

 

Conheça as personalidades que tiveram um papel decisivo para o fim da divisão da Alemanha, a queda do Muro de Berlim, o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria.

 

Mikhail Gorbachov Um dos grandes responsáveis pela dissolução da União Soviética. Foi o último Secretário-Geral do Comité Central do Partido Comunista russo, entre 1985 e 1991. Gorbachov encontrou um partido decadente e pôs em prática reformas que tinham duas máximas: glasnost ("transparência") e perestroika ("reestruturação"). Abriu-se ao diálogo com o ocidente e anunciou o abandono da Doutrina Brejnev, garantindo maior autonomia aos países comunistas da Europa de Leste. Foi o colapso do comunismo na Europa oriental, que culminou com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Gorbachov recebeu o Nobel da Paz em 1990. No dia 25 de Dezembro de 1991 resignou do cargo de presidente executivo da União Soviética, para o qual fora eleito um ano antes. O seu afastamento da política marcou o fim do Regime Soviético.


Helmut Kohl Considerado, por George H. W. Bush, como “o maior líder europeu do século XX”, Helmut Kohl ficou para a história como o político alemão responsável pela reunificação das Alemanhas Ocidental e Oriental, com início em 1990. O democrata-cristão foi chanceler da Alemanha entre 1982 e 1998 (durante a RFA, foi chanceler de 1982-90). O maestro da reintegração da Alemanha começou a sua jornada em 1990 com uma visita à União Soviética para obter de Gorbachov garantias de que os soviéticos iriam permitir o processo de união. Kohl destacou-se ainda por ser um dos responsáveis, juntamente com o presidente francês François Mitterrand, pela assinatura do Tratado de Maastricht – catapulta para a criação da União Europeia.

 

George H. W. Bush Foi o 43º presidente dos Estados Unidos da América (EUA) (pai de George W. Bush), entre 1989 e 1993. Bush entrou para a presidência da potência que representava o bloco ocidental durante a Guerra Fria num período de mudanças globais. Logo após a queda do Muro de Berlim, encontrou-se com Gorbachov em Malta. A conferência reunia altas expectativas dos líderes europeus, que temiam que fosse cedo para uma reconciliação directa. Os resultados superaram as expectativas. Bush e Gorbachov iniciaram conversações sobre o desarmamento nuclear. Deram o primeiro passo para o fim da Guerra Fria. Bush começou, contudo, dois conflitos durante o seu mandato: no Golfo e no Panamá.

 

 

Erich Honecker Político comunista alemão que liderou a República Democrática Alemã (RDA) de 1971 até 1989. Contras os ventos de mudança iniciados por Gorbachov, manteve-se fiel à ortodoxia soviética. Apenas as manifestações populares persistentes e o êxodo do Verão de 1989, quando milhares de alemães de Leste fugiram do país, o levaram a afastar-se do cargo, semanas antes da queda do muro. Depois da reunificação da Alemanha, em 1990, Honecker foi julgado e preso por ser um dos responsáveis pelo "Schießbefehl" , ordem dada aos oficiais que patrulhavam o Muro para que atirassem sobre todos aqueles que tentassem ultrapassar as fronteiras definidas. Honecker teve uma longa carreira política. Filiou-se na juventude do Partido Comunista Alemão em 1926, foi preso pelos Nazis em 1935. Fundou no final da II Guerra Mundial, juntamente com Walter Ulbricht, o Partido Socialista Unificado da Alemanha, do qual foi expulso em 1989, fruto da crise política da RDA.

 

 

Günter Schabowski Político da República Democrática Alemã, responsável pelo mal entendido que despoletou a queda do Muro de Berlim. No dia 9 de Novembro de 1989, Schabowski deu uma conferência de imprensa em que anunciava uma decisão do Partido Socialista Unificado da Alemanha: abolir as fronteiras com o ocidente. A decisão era para ser conhecida no dia seguinte, mas a conferência foi transmitida em directo para a Alemanha oriental. A notícia atravessou o Muro em poucas horas e culminou com a marcha de milhares de pessoas para as fronteiras que dividiam a cidade. Sem terem instruções claras de como agir, os guardas fronteiriços deixaram passar as multidões.

 

 


Lech Walesa Foi o líder histórico do Solidariedade - o primeiro sindicato livre num país da Europa comunista. Walesa liderou o movimento grevista dos trabalhadores do estaleiro de Gdansk, que protestavam pelas más condições de vida e trabalho. Em 1981, com o Governo de Jaruzelski, o sindicato de Walesa foi considerado ilegal e este esteve preso durante um ano. Quando saiu da prisão, recebeu o Nobel da Paz. Em 1989, com o sindicato legalizado, Walesa levou o Solidariedade - entretanto, força política - a uma vitória estrondosa nas eleições polacas, tendo conquistado a totalidade dos lugares que podiam ser disputados para a câmara baixa do Senado. Com o colapso soviético, foi eleito presidente da Polónia em 1990, ocupando o cargo até 1995.

 

Wojciech Jaruzelski Último líder comunista da Polónia, antecessor de Lech Walesa, que mandou prender em 1981 como forma de repressão do movimento sindical não-comunista de Walesa, o Solidariedade. O general Jaruzelski ocupou o cargo de primeiro-Ministro (1981-85), chefe do Conselho de Estado (1985-89) e Presidente da Polónia, este último renunciado em 1990, quando, incapaz de manter um governo comunista, foi forçado a ceder lugar a Lech Walesa. Enquanto político pôs em prática uma reforma democrática no país, com influências de Mikhail Gorbatchov, mas não conseguiu recuperar a popularidade.

 

 

Nicolae Ceausescu Revolucionário e líder comunista da Roménia entre 1965 e 1989 – ano em que foi executado. Ceausescu chegou ao poder como um líder carismático, até pela sua postura de independência face à União Soviética. Acabou com a participação activa da Roménia na aliança militar do Pacto de Varsóvia. Enquanto político conduziu uma ditadura, com inspiração nos regimes da China e Coreia do Norte. O fim da sua liderança começou quando, em 1989, ordenou às forças militares que disparassem contra manifestantes anti-comunistas. A revolta espalhou-se por todo o país e Ceausescu foi capturado pelas Forças Armadas, julgado e condenado a pena de morte. A Roménia foi o único país do Bloco Comunista de Leste que passou por uma transição violenta para o regime democrático. As imagens dos cadáveres de Ceausescu e da mulher, após o fuzilamento, marcaram o final deste ano, até então pacífico, de 1989.

 

 

Vaclav Havel Foi o último presidente da Checoslováquia e primeiro presidente da República Checa. Escritor e dramaturgo, Havel foi também um forte defensor da não-violência e um dos dissidentes históricos do comunismo. Liderou a Revolução de Veludo, que começou em Agosto de 1989 com os protestos estudantis em Praga. Foi uma transição pacífica de regime. Havel tornou-se o presidente da Checoslováquia em 1990, na sua primeira eleição democrática desde 1946.

 

 

 

Gyula Horn Político húngaro, ficou conhecido por ter aberto a “cortina de ferro” entre a Áustria e a Hungria - primeiro num gesto simbólico, depois formalmente, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros do último governo comunista da Hungria. Ao fazê-lo, abriu também a porta aos alemães de Leste que procuravam uma forma de fugir para o ocidente. Gyula Horn fundou o Partido Socialista Húngaro, em 1989, e foi primeiro-Ministro da Hungria entre 1994 e 1998.

 

 

@Alice Barcellos

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29 de outubro de 2009


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