Página gerada às 13:48h, sexta-feira 15 de março

Magazine

O mundo para além das notícias, todas as quartas-feira

Nota da redacção SAPO: a secção Magazine foi descontinuada

As gotas mágicas do Príncipe Rupert

Michael Grogan, Universidade of Virginia (via Wikimedia Commons). Domínio Público.

Imagine um pedaço de vidro em forma de lágrima - e que, mesmo com um alicate ou um martelo, não consegue parti-lo. Esta é a chamada gota do Príncipe Rupert, um fenómeno curioso da física que resulta de propriedades não muito diferentes das do actual vidro temperado. O mais fascinante deste fenómeno é que uma pequena pressão aplicada na extremidade da gota (na parte mais fina) faz com que esta se desintegre completamente num pó fino.

O fenómeno - misto paradoxal de resistência e fragilidade - tem uma explicação simples: ao pingar o vidro em estado líquido em água fria para formar a gota, a superfície externa solidifica rapidamente, o que gera uma forte tensão no interior. Daí a grande resistência das gotas. Por outro lado, ao danificar a cauda da gota, a partir de uma fractura inicial a energia acumulada na estrutura propaga-se pela superfície do vidro a grande velocidade (estudos apontam para 1450 a 1900 metros por segundo) e fá-lo desintegrar-se de forma explosiva.

A descoberta da gota do príncipe Rupert é atribuída ao Príncipe Rupert do Reno (1619–1682). Segundo a lenda, o rei usava muitas vezes estas gotas como divertimento, nas suas festas.

Saber mais:
Video: demonstração da resistência e fragilidade de gotas do Príncipe Rupert

24 de junho de 2009


Comentários

Critério de publicação de comentários