Memorial: um nome, uma família

Batizado “Refletindo a Ausência”, o monumento foi inaugurado ontem e apenas as famílias foram autorizadas a entrar, mediante marcação prévia. Só segunda-feira é que o espaço ficará acessível a todos quantos o quiserem visitar.

O espaço consiste numa praça de quase seis hectares arborizada com mais de 200 castanheiros, com duas fontes de grandes dimensões no local onde assentavam as Torres Gémeas, com água a correr nas paredes interiores e os nomes das vítimas gravados em bronze.

Das cicatrizes do World Trade Center nascem assim duas gigantes fontes de granito, escavadas no chão. Nos parapeitos das cascatas podem ler-se os nomes das 2.983 vítimas dos ataques.

Ao contrário da maioria das listas alfabéticas em homenagem a vítimas, os nomes do memorial estão dispostos num sofisticado jogo de algoritmos que agrupa colegas de trabalho, familiares, amigos e até pessoas com histórias de vida semelhantes.

Os familiares emocionaram-se na primeira visita ao local, esta manhã em Nova Iorque, e muitos quiseram levar para casa uma recordação do memorial, fazendo um decalque em papel do nome do seu familiar gravado nas fontes.

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