22 de Fevereiro de 2012, 17:37

Emprego

Os novos profissionais que as empresas mais desejam

Atuários, advogados internos e gestores de marcas nas redes sociais são algumas das novas profissões procuradas pelas empresas portuguesas. Atuários, advogados internos e gestores de marcas nas redes sociais são algumas das novas profissões procuradas pelas empresas portuguesas. Imagem: SXC

Profissionais com novas competências, muita experiência, grande conhecimento do setor e capacidade para ocupar cargos de grande responsabilidade, como o de gestor de negócios no exterior, são o que as empresas portuguesas procuram neste momento. Quanto maior a experiência e a responsabilidade associada ao cargo, mais alto o ordenado.

Depois de 2877 reuniões com empresas e clientes, a Michael Page International, que se dedica ao recrutamento de profissionais qualificados, destacou 15 novas profissões, cujas remunerações variam entre os 30 e os 120 mil euros anuais. O valor dos salários apresentados neste estudo são aqueles que as empresas contactadas dizem estar dispostas a pagar a estes profissionais.

Em conversa com o SAPO, Álvaro Fernandez, diretor-geral da Michael Page Portugal, sublinha que existem duas grandes vias para as empresas portuguesas neste momento: a internacionalização ou a exploração de novos canais de vendas. É neste sentido que surge a necessidade de recrutar gestores de desenvolvimento de negócios internacionais ou gestores de marcas online.

Quem está disposto a ir trabalhar para fora ainda encontra oportunidades e a procura é grande para países como o Brasil ou Angola. O recrutamento de engenheiros em 2011 foi o dobro do ano anterior, apesar da grave recessão que o país vive.

Outras das profissões que se destacam são a de atuário e de responsável pela reestruturação da dívida. O primeiro caso refere-se a uma pessoa cuja função é aplacar todos os riscos incluídos numa apólice. No segundo caso, trata-se de alguém capaz de minimizar o risco de falta de pagamento por parte os clientes que se encontram em dificuldades financeiras.

Algumas das novas profissões

Atuário especialista em solvência II

Responsável pelo desenvolvimento e atualização do modelo de análise de risco que permite definir a tarifa que o cliente deve pagar. Esta é uma área em que a procura de profissionais excede a oferta. A remuneração pode variar entre os 30 e os 45 mil euros anuais, ou seja, entre 2916 e 3750 euros por mês.

Responsável por reestruturar a dívida

As empresas têm carteiras de clientes que, por vezes, podem ter dificuldade em pagar pelos serviços prestados. Nesses casos, este profissional tem como principal função minimizar o risco de falta de pagamento. Lourenço Cumbre, consultor da Michael&Page destaca que “esta foi uma função que ganhou relevo com a crise económica nacional e internacional”. A remuneração destes profissionais pode variar entre os 60 e os 80 mil euros por ano.

Advogado Interno

Alguém com um profundo conhecimento sobre a legislação que abrange o setor em que a empresa está inserida. As suas principais funções passam por analisar o impacto da legislação sobre futuras operações da empresa em diferentes países, negociar e elaborar os contratos para o início de atividade, entre outras. As remunerações destes profissionais variam entre os 35 e os 45 mil euros por ano.

Coordenador de Recursos Humanos

Este profissional deve reportar diretamente à administração e as suas funções passam por selecionar, recrutar e integrar novos colaboradores. Deverão ainda saber implementar um plano de formação e criar projetos de reestruturação organizacional. A grande diferença em relação ao que já se fazia antes é “uma maior participação no negócio” e o desempenho de funções mais generalistas, destaca Vasco Salgueiro, da Michael&Page. A remuneração pode variar entre os 65 e os 75 mil euros anuais.

Gestor de marca nas comunidades online

A sua função é, essencialmente, gerir a presença da marca nas várias redes sociais, como o twitter ou o facebook. Pode ler-se na apresentação deste estudo que “a imagem da empresa no mundo da Internet tem vindo a ganhar peso em todas as redes sociais e profissionais, tornando esta posição absolutamente necessária para trabalhar a marca online”. Um gestor de comunidade pode ganhar entre 30 a 45 mil euros por ano.

Fique a saber que outras profissões começam a ter grande procura por parte das empresas aqui.

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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