A delegação do Fundo Monetário Mundial, Banco Central Europeu e União Europeia encontra-se na Grécia para avaliar se Atenas está em condições para receber uma nova parcela de ajuda internacional.
Se o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, obter a aprovação dos credores, poderá pedir dois anos adicionais para cumprir com os objetivos de redução do défice público, exigidos em troca do plano de ajuda de 130 bilhões de euros.
As autoridades internacionais estão na Grécia a avaliar a implementação das medidas de ajustamento que acompanharam o segundo pacote de financiamento concedido à Grécia.
O país aderiu a um programa de financiamento de 173 mil milhões de euros e aguarda uma nova tranche de 31 mil milhões de euros.
Entretanto, esta quinta-feira, Thanos Catsambas, representante da Grécia no conselho de administração do Fundo Monetário Internacional, admitiu que Atenas vai precisar de um terceiro pacote de resgate financeiro, avança o diário norte-americano The Wall Street Journal, que cita Thanos Catsambas.
“A Grécia vai necessitar de financiamento adicional, o que pode tomar a forma ou de um envolvimento do setor privado [nome dado à reestruturação da dívida pública detida por privados] ou de empréstimos adicionais, idealmente com termos mais favoráveis”, afirmou.