Segundo o Jornal de Notícias, chegaram à DECO cerca de 44 queixas contra a Luso Poupança e a Extra Consumo, empresas de consultoria e mediação financeira que publicitam os seus serviços através da internet.
A polícia já está a investigar estes casos que, segundo o matutino, operam um esquema semelhante.
As pessoas, sem qualquer possibilidade de conseguirem crédito junto das entidades bancárias ou de outras instituições de confiança, recorrem a estas empresas na esperança de conseguir dinheiro a taxas de juro baixas.
O candidato envia toda a documentação necessária para formalizar o seu pedido e, pouco depois, é contactado pela entidade credora. A promessa é que o dinheiro caia na conta cinco dias depois, mas para isso é necessário adiantar uma verba, para alegadas custas processuais, no valor de 100 euros.
Depois de receber o dinheiro, a empresa nunca mais contacta o candidato e na conta não cai um único tostão.
Filipe Silva contou ao matutino que encontrou a Luso Poupança na internet e contactou a empresa. Esta propôs-lhe pagar 200 euros por mês durante sete anos por um empréstimo de 15 mil euros.
“Achei muito atrativo e ia de encontro aquilo que ei podia despender”, contou Filipe, agora desempregado. Há três meses que tenta, sem sucesso, contactar com a sua alegada “gerente de conta”.
O Banco de Portugal avançou este mês que a taxa de incumprimento aumentou para 42%, o que significa que as empresas e famílias deixaram de pagar aos bancos cerca de 3,7 milhões de euros. A par, chegaram à DECO, durante o mês de dezembro, cerca de 284 pedidos de ajuda para situações de sobreendividamento.