Portugal pediu ajuda financeira à 'troika' a 6 de abril do ano passado e, um ano depois, o impacto das medidas de austeridade já se faz sentir no consumo das famílias portuguesas.
Uma das alterações ao consumo, segundo a diretora-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Ana Isabel Morais, é "a hipersensibilidade ao preço". Segundo os dados da consultora Nielsen, "desde final de 2011 que temos um crescimento de 3,6 por cento, o que expressa bem o que são as tendências do consumidor".
Os bens de grande consumo, que incluem higiene do lar, higiene pessoal, bebidas e alimentação, têm uma quota de 36,3 por cento no segmento de marca própria.
A tendência de crescimento das marcas próprias tem vindo a acentuar-se ao longo dos últimos anos, de acordo com os dados da consultora Nielsen para a APED, que em 2009 mostravam uma quota de mercado de 30,2 por cento.
"A crise é difícil e profunda", concluiu Ana Isabel Morais.