"Desde 2010 que existe um aumento na procura dos investidores pelo concelho, nos mais variados ramos de negócio, o que contribuiu para a criação de diversos postos de trabalho", explicou à Lusa o presidente da Câmara de Monchique.
Segundo Rui André, "só não existe maior investimento porque os investidores desmotivam-se ao depararem-se com a burocracia existente em Portugal", lamentou o presidente da autarquia.
Ainda assim, no último ano abriram dezenas de novas lojas dos mais variados ramos de atividades, desde o vestuário à restauração, bem como projetos de ação social e uma nova média superfície comercial do concelho.
Em breve o mercado de trabalho irá crescer com a abertura de novos projetos em fase de conclusão.
"São projetos de turismo da natureza, uma atividade com grande potencialidade que só agora começa a despertar o interesse dos investidores", sublinhou Rui André.
Com cerca de 6.000 habitantes, Monchique tem atualmente cerca de 300 pessoas inscritas no centro de emprego - cinco porcento da população -, sendo a maioria desempregados oriundos da construção civil.
"É o único setor de atividade que, infelizmente, não tem crescido", lamentou o autarca.
Rui André acredita que o crescimento económico "irá continuar no sentido de rejuvenescer e repovoar e fixar os jovens" naquele concelho serrano.
"Dada a atual conjuntura económica e ao contrário do previsto, até o comércio dos produtos tradicionais como o medronho, o mel e os enchidos tem crescido, através de um esforço conjunto para inverter a tendência do encerramento de empresas e do aumento do desemprego", concluiu o autarca.