Ao destacar a vontade da China em ajudar a Europa a superar a crise da dívida, Wen Jiabao afirmou que não é intenção do país apropriar-se da Europa.
"Alguns pensam que isto significa que a China quer comprar a Europa. Mas a China não tem esta intenção e carece da capacidade para fazê-lo", disse Jiabao.
O primeiro-ministro chinês alertou ontem em Pequim para a "urgência" da Europa em resolver a crise da dívida e informou que a China deseja ter uma "maior participação" financeira nos dois mecanismos de resgate implantados pela União Europeia, o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) que vai dar lugar a partir de julho ao Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE).
A China possui mais de 550 mil milhões de dólares de dívida soberana europeia.
A chanceler alemã, que está de visita à China durante três dias, tentou tranquilizar os investidores a respeito da viabilidade do euro e da capacidade da Europa em superar a crise. Merkel afirmou que as reformas estão a seguir um bom caminho.