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25 de Agosto de 2012, 15:51

Paços de Ferreira

Capital do Móvel arranca com 150 expositores focados na exportação e nos mercados emergentes

Ministro da Defesa, Aguiar Branco, visita a capital do móvel Ministro da Defesa, Aguiar Branco, visita a capital do móvel Imagem: Lusa/Ricardo Castelo

“O nosso principal mercado é Espanha, que caiu muito, e estamos a tentar atenuar [esta quebra] com outros mercados emergentes, como Moçambique, Angola, Brasil, México, Peru e Ásia”, afirmou o presidente da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), Helder Moura, à margem da inauguração oficial do certame.

Segundo referiu, o setor português de mobiliário exporta cerca de 80 por cento da produção tendo, em 2010, ultrapassado a fasquia dos 1.000 milhões de euros nas vendas para o exterior.

A meta para este ano passa, “pelo menos, pela manutenção”, já que o “emagrecimento na ordem dos 30 a 40 por cento do mercado nacional” tem vindo a ser compensado pela subida de outros mercados, como o francês, que “cresceu muito”.

Já em Espanha, disse Helder Moura, “a crise afetou muito a indústria de mobiliário local, o que abre um pouco as portas ao mobiliário português”.

Garantindo que na relação qualidade/preço o mobiliário nacional “sai claramente vencedor” relativamente aos principais concorrentes, como Itália, o dirigente empresarial admite que são as exportações que “têm assegurado a viabilidade do setor”, mas destaca que “tem havido sinais bastante positivos que deixam os empresários otimistas para o futuro”.

Com 150 expositores distribuídos por três pavilhões e 15.000 metros quadrados de área de exposição, a 39.ª Capital do Móvel decorre de hoje até 02 de setembro e espera receber 30 a 35 mil visitantes, 30 por cento dos quais espanhóis, sobretudo da Galiza e das Astúrias.

A este propósito, Helder Moura lamentou o modelo “extremamente complicado para os visitantes galegos” do pagamento das portagens na ex-SCUT A44, que serve a região, e prometeu “manter a luta” contra a introdução deste pagamento.

Segundo salientou a organização, a capacidade expositiva da feira – que decorre no Parque de Exposições de Paços de Ferreira, recentemente remodelado - está esgotada desde há um mês e meio, sendo “a forte presença dos empresários um sinal de confiança”.

Na sua intervenção na sessão oficial de inauguração da feira, o ministro da Defesa Nacional, Aguiar Branco, equiparou o país a “uma grande empresa”, cujas “condições” básicas de viabilidade são “ter as contas equilibradas”, “ter um rumo estratégico” e “ter consciência social”.

“Nas empresas e no país é preciso resistir às pressões, ter nervos de aço e não ceder”, afirmou aos empresários presentes, sustentando que “nenhum Governo deseja ter como objetivo da sua política a austeridade”, mas que só com a “restauração da confiança” no país será possível voltar a aceder ao crédito internacional.

SAPO

Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

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